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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Suspeito de ter negociado mandato, vereador nega

A decisão surpreendente da renúncia do vereador Paulo César, o Sininho, da bancada do PSB na Câmara de Cabrobó, pode não ter sido espontânea e de livre vontade, conforme ele declarou para justificar o seu ato. Já circula em Brasília, na bancada federal de Pernambuco, a versão de que ele vinha sofrendo pressões do primeiro-suplente Romero Gomes, do PR, para abrir mão do mandato. Sob o pretexto da decepção e desapontamento com a política, Sininho, que foi o vereador mais votado de Cabrobó na eleição passada, jogou a toalha com menos de quatro meses de mandato.

O que se ventilou se aproxima de uma espécie de venda do mandato parlamentar. Ouvido pelo blog, o parlamentar negou. Disse que, em nenhum momento, recebeu qualquer tipo de proposta financeira do primeiro-suplente. “Se estão dizendo isso é porque eu sou pobre”, reagiu, acrescentando ter renunciado de fato porque, na condição de vereador da oposição, vinha recebendo muitas demandas que não tinha condições de cumprir. “Eu sempre trabalhei na área social, fazendo ações voltadas para os mais carentes e me elegi para poder continuar fazendo muito mais pelo povo, mas descobri que foi uma ilusão”, afirmou.
Perguntado como iria sobreviver  sem emprego, o agora ex-vereador afirmou que voltará a fazer o que fazia antes. “Já vendi até cachorro quente, sou uma pessoa pobre e vou viver do meu trabalho, do meu suor”, afirmou. Na Câmara, Sininho recebia um subsídio mensal da ordem de R$ 6 mil. 

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