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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Chegou a hora de desarmar os palanques


Já foi dito aqui neste mesmo espaço que a safra de prefeitos que concluiu seu mandato em 31 de dezembro, com raras exceções, deixou muito a desejar. Foi dito também que ela foi penalizada por decisões do governo federal de aumentar o salário mínimo e o piso dos professores, acima dos índices inflacionários, enviando a conta para os prefeitos pagarem. Bem como pela redução dos impostos que são pagos pela indústria automobilística para que não houvesse desemprego no ABC paulista.

Agora, o que se tem visto muito hoje em Pernambuco são prefeitos decretando “situação de emergência” pelo caos que herdaram dos antecessores. Se o decreto por si só resolvesse alguma coisa, incluindo o município numa lista que os habilitasse a receber recursos da União, por exemplo, estaria plenamente justificado. Mas a intenção de alguns prefeitos não é essa e sim eliminar a obrigatoriedade da licitação para efetuar compras, especialmente de remédios e material hospitalar.

Ora, decorridos 107 dias da eleição e 22 da data da posse, é hora de desmontar os palanques e começar a trabalhar. Isso não significa que os novos prefeitos não devem mostrar à população e aos órgãos de controle como a casa lhes foi entregue. Eles têm obrigação de fazer isso em respeito ao princípio da transparência. Mas o caos que encontraram não deve servir de desculpa para uma eventual inoperância. Afinal, eles foram eleitos para dar um novo direcionamento aos seus municípios.

O espaço – Ficou pequeno o espaço no PP para abrigar a um só tempo os deputados Roberto Teixeira e Eduardo da Fonte. O primeiro acusa o segundo de “autoritarismo” e pretende levar o caso ao presidente nacional, senador Francisco Dornelles (RJ), para arbitrar o conflito interno.

A primazia – O prefeito reeleito de Vicência, médico Paulo Tadeu (PSB), diz que a primazia do lançamento da candidatura do secretário Tadeu Alencar (Casa Civil) à sucessão de Eduardo Campos lhe pertence e não ao também médico e prefeito de Cabrobó Auricélio Torres (PSB).

Coração 1 – Caso haja melhora no seu estado de saúde, o ex-deputado Fernando Lyra será submetido a uma cirurgia para implantação de um coração artificial. É a saída recomendada pela equipe médica que o assiste no Instituto do Coração (SP). Esse coração mecânico já foi testado com sucesso na Alemanha e um dos seus primeiros receptores foi o senador Romeu Tuma (SP).

Coração 2 – Quando Tuma foi operado em 2010, o coração custava US$ 500 mil, mas hoje já pode comprado por US$ 200 mil. Familiares do ex-deputado já providenciaram a importação e agora aguardam o “ok” dos médicos. Em todo Brasil, apenas seis pessoas se submeteram a esse tipo de tratamento, três das quais foram assistidas pelo mesmo médico de Lyra: José Nicolau.

O adeus – O ex-prefeito de Carpina, Manoel Botafogo, não saiu sozinho do PSDB. Também pediram desligamento dos quadros do partido sua irmã Judite, que foi prefeita de Lagoa do Carro e hoje assessora o prefeito Renildo Calheiros (Olinda), e o sobrinho Botafogo Filho.

É o caos! – Está na lista de prioridades do novo prefeito de Goiana, Fred Gadelha (PTB), tirar o lixo e ordenar o trânsito no distrito de Ponta de Pedras, local onde uma parte da elite recifense possui casa de veraneio. Só quem vive por lá é que tem ideia do abandono a que foi relegado.

Onde anda? – Já foi mais próxima a relação entre os ex-prefeitos Zeca Cavalcanti (Arcoverde) e Eudes Caldas (Cabrobó), ambos filiados ao PTB e gente de confiança do senador Armando Monteiro. Zeca é pré-candidato a deputado federal em 2014 numa possível dobradinha com o colega. Mas depois da eleição deu um “mergulho” e isso dificultou a comunicação entre eles.

A apatia – Pesquisa feita pelo Ibope constatou que o mensalão abalou a imagem do PT. Em 2010 o PT era o partido preferido por 30% dos brasileiros. Hoje, só 24% responderam que têm simpatia pelo partido, ante 6% pelo PMDB e 5% pelo PSDB. Já 56% dos eleitores não têm simpatia por partido nenhum.

O libelo – Do prefeito de São Lourenço, Ettore Labanca (PSB), a propósito da matéria que a repórter Sônia Bridi produziu domingo para o Fantástico sobre a seca no Nordeste: “Foi o maior libelo (acusação) contra a insensibilidade da presidente Dilma Roussef diante dessa tragédia que aflige a nossa região”.

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